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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Stop motion 2016!

Todo ano, desde que começamos com a disciplina trabalhamos Stop Motion com as turmas de 8º ano. É sempre uma surpresa e uma diversão fazer os vídeos e vê-los prontos. Adoro ver a empolgação, a frustração, o dar certo! Muito bacana!

Depois de alguns anos, com o projeto já consolidado como uma atividade de 8º ano (pela qual eles esperam!!), neste ano aproveitamos para melhorar algumas coisas.

No ano passado, o pessoal comentou que o projeto era muito extenso e que dava trabalho fazer a edição em casa. Neste ano, o projeto termina mais cedo com a edição do vídeo em sala de aula - separei duas aulas, vamos ver o que vai acontecer... depois conto aqui.

Também no ano passado, houve uma série de dificuldades relativas ao movimento de câmera que via de regra tremia muito, saindo do foco e da cena - alguns grupos chegaram a refazer as fotos, pense aí no trabalho. Neste ano, como tarefa do primeiro período (para constar e sem erro!), cada grupo teve que pensar em um suporte para câmera ou celular - até fiz dois para eles ficarem mais animados! Os meus são esses dois primeiros aqui do lado!

Além dessas questões, tivemos "problemas" com direitos autorais de uma música que um dos grupos usou no vídeo. O vídeo ficou suuuuuper legal, mas com esse disclaim, o vídeo ficou no YouTube sem som... O que perdeu parte da emoção. Afinal, trilha sonora é quaaaase tudo! :)

Para resolver isso, já separei vários links e alguns sons gratuitos e livres para disponibilizar para a galerinha. Vamos ver se funciona e se eles topa usar...

Nas duas últimas semanas recolhi e li roteiros das turmas. As ideias são bacanas, não há muitas histórias baseadas em contexto de terror e coisas do tipo, nem matança, o que me animou. As propostas são de roteiros mais simples, envolvendo pequenas cenas e por isso totalmente viáveis. Gostei das ideias! Vamos ver como vão ficar.

Com bastante trabalho ainda pela frente, aí vão as fotos dos vários suportes que os grupos apresentaram nestas semanas.

Tem cada um mais legal do que o outro. Material com rolha, parafusos e arruelas, garrafas diversas, argila expandida ou arroz para segurar a garrafa... Um inclusive tem nome - a rolha - Alberta!



 

Nesse aqui embaixo, como o celular pode assumir várias posições, o grupo vai conseguir tirar fotos em posições diversas!


Já a garrafa de vidro virou um suporte super estável por causa do peso. Muito boa ideia!

Nesse aqui embaixo, a rolha foi fixada num suporte baixo, o que vai ajudar bastante na hora das fotos mais próximas!


O papel celofane com água dentro deu um colorido super bacana! E a rolha tem dois cortes diferentes. Se não me engano, esse grupo experimentou para tirar as fotos vistas por cima.


Esse grupo apresentou dois suportes! Eita animação!



Olha aí a Alberta!!!! Ela tem carinha! :D






Esse aqui embaixo entregou na semana anterior, tamanha a pilha do grupo! Sugeri que colocassem uma rolha pra dar mais estabilidade ao celular. :)



Veja aí a animação para usar o Lego! :)

Aqui usaram um material aquecido para ajudar a cortar, mas o furo de um lado ficou muito grande... Pense aí no experimento da pessoa que ficou sem paciência de cortar com tesoura...
Outro grupo super animado. Tudo aqui se resolve para deixar a estrutura estável! :) 
Com arroz!

 

Show demais essa moçada! Haja criatividade!!! <3

domingo, 21 de fevereiro de 2016

2016 chegou com tudo!

Bem vindo 2016! :)

Mesmo que digam que tudo só começa depois do carnaval e esta postagem seja depois do carnaval, já estamos a mil por hora!!!

Neste ano fiquei sem colegas de fundamental II, com muita tristeza e coração partido, e por isso vou tentar postar com mais frequencia tendo em vista maior quantidade de material das turmas.

O pessoal do 9º ano começou esquentando com o tema Ética e Tecnologia e tendo como referência o vídeo Story of Stuff!

Jázinho posto o que fizemos em relação ao projeto de Stop Motion no 8º ano deste ano!

7º ano me deixou animada com as primeiras aulas de mobilidade biomimetizando aves! Estão com a pilha total!

Inclusive ouvi que sexto ano só brinca de jogar aviãozinho de papel... tsc tsc tsc... Mal sabem o que estamos fazendo! :)

Também tem material da moçadinha do 5º ano que veio animada para programar e fazer construções de sólidos geométricos - paralelepípedos e cubos!

E para o 4º ano estamos esquentando as turbinas na programação... ;)

Como neste ano, todas as turmas de fund II são minhas, infelizmente não fiquei com os fofos de 1º a 3º ano... Mas valem os "Oi tia Ju!" no corredor!

Estamos com 12 computadores em sala e a promessa é de muito software e programação nova.
Vamos usar o Enchanting e o programa da LEGO para fazer o EV3 funcionar. Para isso, tarefa de casa foi experimentar o Scratch e o Code.org. Quem acessou e experimentou, gostou! Valem mais umas dicas e sugestões de acesso para garantir pelo menos que tenham familiaridade com o Enchanting, porque o software do LEGO é conhecido pelas turmas de 8º e 9º ano.

É isso aí! Pilha total!!! Que venha 2016!!!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Protótipo de mão robótica com papelão

Como último dos temas a tratarmos neste ano com os 8ºs anos foi corpo humano, combinamos de testar a construção de mãos, braços com mãos e movimento de pernas.

Acontece que logo no dia da primeira construção, um dos alunos levantou a mão e lembrou da mão de papelão que o Iberê fez no Manual no mundo. Para quem não sabe do que estou falando, está perdendo um dos canais mais legais que tem no YouTube! Óbvio que quando o menino sugeriu que fizéssemos, botei a maior pilha para fazemos também! :)

Combinamos que eu levaria os moldes de papelão da mão, usaríamos os canudos que têm na escola de outras atividades, mas a moçada deveria levar tesoura ou estilete, cola quente ou super cola e elástico. Levei o combinado, mas como acontece na maioria das vezes, apesar das várias orientações, apenas seis crianças levaram alguma parte do material para fazermos a mão em sala (de duas turmas somando quase 80 crianças!). Resultado? Quem levou o papelão usou meus moldes e, para cutucá-los, passei o vídeo para as turmas assistirem.

Como não dou ponto sem nó aqui, os moldes estão guardados, comprei 9m de elástico, separei cola e fita adesiva para a aula seguinte.

Como estímulo é estímulo, fiz a minha mão também! :) Coloquei ao longo do post algumas das fotos.

Depois posto fotos da aula... se eles tiverem animado e levarem parte do material...

AH! Para quem quiser fazer a mão em outro estilo ou mesmo um upgrade para material eletrônico, aí vão alguns links...

- Mão de canudos e rolo de papelão.
https://www.youtube.com/watch?v=smPFniD8fMY

- Mão usando motorzinhos, bateria de 9 volts.
https://www.youtube.com/watch?v=dV9-bWfXbVs

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Aeroplano de isopor com hélice tensionada por elástico

No inicio do segundo semestre, tratamos da construção de um aeroplano com os pequenos de 3º ano - veja AQUI! Foi tão animador que as crianças de vez em quando lembram. Mas qual não foi minha surpresa quando fui dar aula no 3º E na quinta-feira e um dos pequenos estava com um aeroplano de isopor movido a hélice presa num elástico. Genial!!

O aeroplano voa direitinho e minha surpresa foi tão grande que rapidinho os pequenos pediram para fazer um igual. Pronto! Bagunça encaminhada. Depois de lançarmos várias vezes e nos atentarmos a como as partes do avião estavam presas, a professora aqui ficou de checar material e testar a viabilidade do projeto.

Depois de ir à papelaria e comprar:
- Clipes tamanho "0";
- Elástico (daqueles de amarrar dinheiro);
- Tinta em bisnaga;
- Cola de isopor;
- Placa de isopor de 25 mm;
- Placas de isopor de embalagem de queijos e entubados do mercado...

...peguei a lapiseira, o estilete e a régua e me esparramei na mesa da sala de casa.

Como não tinha molde, fiz o corpo do avião usando a placa de 25mm e no olho mesmo. Um tanto de bom senso acho. Algo como uma gota d'água comprida/ esticada...

Para os estabilizadores horizontais (as asas traseiras laterais), cortei uma tira de 5 cm do isopor de embalagem aproveitando as laterais redondas. Utilizei as pontas redondas para facilitar o avião a "vencer" a resistência do ar. Para prender os estabilizadores, fiz dois cortes horizontais nas laterais, coloquei cola de isopor dentro do corte e encaixei as duas "asas" nos cortes. Esperei um pouquinho e tudo ok.

Para fazer o estabilizador vertical, dividi o restante do isopor da embalagem fazendo duas tiras de 5 cm. A tira que sobrou, mais larga do que 5cm foi dividida ao mesmo e depois usando as diagonais dos retângulos (melhor ver a foto ao lado). Disso aí é possível aproveitar para fazer outros estabilizadores para outro avião.

Para prender o estabilizador vertical, outro corte no isopor, desta vez na parte superior. Como o isopor foi cortado como triângulo, tive que tirar uma pontinha para melhorar o encaixe no corte e na parte superior deixei arredondado para ajudar com a resistência do ar... Se é que ali faria tamanha diferença. O bom é que ficou esteticamente mais agradável.

Para fazer as longas asas, usei as duas tiras de 5 cm que tinha marcado no isopor de embalagem. Como ficaram muito longas, diminui um pouco o tamanho tirando uma da partes arredondadas. Para garantir que ficassem iguais, usei uma como molde da outra.

Para encaixar as essas asas, precisava fazer um corte inclinado para ajudar o avião a, ao voar, "cortar" o ar subindo. Nem pensei muito e fiz o corte de modo que as asas apontassem para baixo, passei cola e pronto. Me preocupei um tanto mais em deixar as duas asas alinhadas, com mesmo ângulo de inclinação. Carcaça do avião pronta!

Depois de um tempo fui testar! AI AI!!! O avião vai bonitinho..... para baixo!!! Fiz o encaixe das longas asas errado! Os supostos flaps ficaram para baixo! Não sei de onde tirei isso, mas foi um super vacilo! Ficou bem equilibrado, faz um voo bacana em looping, mas para baixo! Foi então que decidi deixar desse jeito e fazer outro arrumado. Levarei para a moçada os dois e iremos "analisar" porque os voos são diferentes.

O que ficou faltando? Um palito de churrasco ou canudo ou arame para fazer um furo comprido que atravesse o avião longitudinalmente para colocarmos o elástico dentro. Esse elástico ficará preso na parte traseira por um clips e na parte frontal por outro clips que ficará preso às hélices. As hélices faremos de garrafa pet e iremos prender com o fundo da garrafa para conseguir girar. Para colar o elástico nas hélices, usaremos cola de isopor. Se não funcionar, cola quente - a testar!

Se alguém se animar para fazer, tive duas dificuldades até então. Primeira é que farelo de isopor quando cortado com o estilete, cria estática e o isopor cola em tudo... Na mão, no estilete, no isopor... Aff! Tentei resolver com um pano molhado, mas acho que não ajudou muito. Enfim, a lixeira teve que ficar do lado o tempo todo. A segunda foi acertar as laterais para o isopor não ficar esfarelando. Isso não teve jeito. Em algumas situações usei cola de isopor para grudar o isopor de volta, mas não ficou arrumadinho não.

Acho que com isso dá pra começar a fazer os aviões com os pequenos na quinta-feira. Parte do material temos, faltam: placas de isopor de embalagem, garrafa pet, canudo ou palito de churrasco.

Em breve notícias!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Aprendendo a usar sensores e condicionais - parte 1

As atividades relacionadas à programação de sensores se mostrou um desafio a ser trabalhado com as crianças de 4º e 5º anos, em especial porque duas questões apareceram logo de cara:
1. As crianças têm capacidade de compreender o conceito de uma condicional de programação ou é uma relação ainda não passível de aquisição cognitiva?
2. No caso de serem capazes de compreender o conceito, qual é a maneira mais simples de mostrar a elas o funcionamento de uma condicional, ou melhor, mostrar o funcionamento da estrutura lógica do "se... então..."?
3. Como apresentar, dentro da proposta de programação, a importância dos sinais de <, > e = numa sentença não necessariamente numérica?

Para a primeira pergunta, foi fácil lembrar de Piaget e os estágios de desenvolvimento cognitivo da criança. No pensamento operatório-concreto de 7 a 11 anos, a criança é capaz aprender o uso de operações lógicas relacionadas não apenas ao real, mas também ao abstrato, além de reversibilidade e classificação. Ademais, já li algumas informações considerando que os estágios piagetianos estão tendo suas faixas etárias reconsideradas para um espectro mais amplo - algo a ponderar, mas impossível descartar.

Para a segunda pergunta, depois de muito maquinar, criamos uma brincadeira fazendo a associação do "se... então..." a movimentos corporais. Neste caso, o importante era que as crianças conseguissem identificar a condição "se... então..." em diversas relações e comportamentos, para depois conseguirem explicitá-las por meio do uso dos comandos nas abas Controle, Sensores e Operadores no programa Scratch.


Como fizemos a brincadeira?
Primeiro levamos as crianças para o pátio e as separamos nos quadrados marcados no chão pelo piso. Por exemplo, em 16 quadrados caberiam 16 crianças, uma em cada quadrado (elas até ficaram rindo disse e cantando a música do "quadrado"). A primeira regra era que as crianças não poderiam ficar sempre em quadrados próximos, tornando possível maior quantidade de variação de comandos. A segunda regra, era não poder ficar mais de uma criança em um quadrado.

De cara, não conseguimos aplicar a primeira regra porque o espaço teria que ser enorme e seria muito difícil falar alto o suficiente para que todos escutassem as orientações! Já segunda regra, como acontecia rapidamente, transformou-se em "não podem ficar três ou mais crianças em cada quadrado" - e neste caso, as três ou mais estavam eliminadas da brincadeira.

Com as regras estabelecidas, uma pessoa (no caso, o/a professor/a) descreveria situações que se fossem verdade deveriam ser seguidas, caso contrário, não deveria ser feito nada. Alguns exemplos de situações que utilizamos:
- Se tiver uma pessoa no quadrado à sua frente, então troque de lugar com ela.
- Se tiver uma pessoa dois quadrados à sua esquerda, então ponha as duas mãos na cintura e dê uma reboladinha.
- Se tiver uma pessoa dois quadrados ou mais à sua direita, então vá um quadrado para a esquerda.
- Se não tiver ninguém no quadrado atrás de você, então vá um quadrado para trás pulando em um pé só.
- Se tiver alguém até quatro quadrados na sua frente, então ande dois quadrados para frente na ponta dos pés.
- Se tiver alguém até cinco quadrados do seu lado direito, então vá dois quadrados para trás.
- Se tiver uma pessoa no quadrado atrás de você, vá um quadrado para frente enquanto faz polichinelos.
- Se tiver uma pessoa dois quadrados na sua frente, então você vai andar um quadrado para trás.
- Se tiver uma pessoa até dois quadrados na sua frente, então você vai andar um quadrado para frente coçando a cabeça.
- E por aí vai...

Para que a atividade envolvesse todas as crianças, a criança que ficasse no final ganharia mas todas que fossem saindo poderiam ajudar a criar e falar novos comandos.

De fato, a participação da maioria aconteceu, tanto em relação à ação relativa ao comando (à execução) quanto ao comando propriamente dito (à lógica do comando “se... então...”). Contudo, a atividade se mostrou muito longa e eliminar todos os colegas para sobrar apenas um ficou bastante enfadonho. Assim, para quem quiser fazer e para as próximas vezes que fizermos, excluiria a possibilidade de retirada de crianças do jogo e manteria todos fazendo várias gracinhas, talvez até com música.

De qualquer maneira, isso respondeu nossa segunda pergunta, mas faltava ainda a terceira pergunta. 

Para respondê-la, como as crianças já têm o conceito de >, < e = adquirido nas aulas e a atividade sobre condicional foi positiva, bastou orientações relativas ao uso dos sinais na programação adicionada a uma construção simples com motor e sensor para tudo funcionar. Tudo regado a muita paciência para explicar cada um dos comandos a serem utilizados traçando um paralelo com a atividade feita no pátio.

É importante ressaltar que na caixa do WeDo há dois sensores (um de distância e um de inclinação), mas os exercícios aqui descritos visaram apenas a utilização do sensor de distância. Isso porque, na verdade, o sensor de inclinação tem como pano de fundo o funcionamento gravitacional, para o que precisaremos de outras atividades diferenciadas para desenvolver os conceitos a ele associados.

Fora isso, também conversamos sobre como o sensor de distância funciona: o sensor aciona um sensor infravermelho. Uma das partes emite a luz enquanto a outra detecta o reflexo da luz emitida. A luz é pulsada e 7 khz. Buscando em alguns sites, parece que é possível ver a luz piscando quando uma câmera de telefone é utilizada - algo a ser testado!

Só para ter uma ideia do quando as crianças se envolveram, mesmo tratando de linhas de programação desconhecidas até então, pelo menos dois grupos de crianças conseguiram ir além do que tratamos na aula. Lindo!!! <3

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Programação no Scratch

Scratch é um programa desenvolvido pelo MIT cujo foco é a introdução à programação de maneira simples e divertida - uma atividade lúdica que envolve o raciocínio lógico por meio de linhas de programação. Já postei algo sobre ele um tempo atrás e, para mais informações, vale acessar o site https://scratch.mit.edu/

De fato, o programa se mostrou uma ferramenta muito útil para estimular a atividade coletiva, despertar o interesse pelo raciocínio lógico nas turmas de 4º e 5º anos, além de promover a descoberta de novas possibilidades de atividades.

Fora isso, fiquei encantada em descobrir que as crianças têm total capacidade de entender o funcionamento do programa e utilizá-lo de modo a fazer as construções funcionarem. Surpresa da boa! Inclusive, algumas das crianças ficaram tão animadas e se envolveram tanto que logo nas primeiras aulas arrumei pelo menos dois monitores de programação em cada turma.

Tentado contar um pouco como foi o início do namoro, utilizamos duas aulas para que as crianças pudessem mergulhar no programa.

Na primeira, a atividade foi orientada mediante comandos que colocamos no quadro. Esses comandos foram retirados do manual rápido do Scratch e tivemos como foco a programação do objeto que tem na tela - por padrão um gatinho que pode ser alterado para várias outras imagens. Os comandos utilizados foram: Faça um movimento, Adicione um som, Repete, Emita um som, Bandeira verde, Mude a cor, Pressione uma tecla, Explore.

 




Com isso, foi uma aula inteira só de experimentos com imagem, som, cor, cenário etc., que não foram limitados à aula e nem podamos - o exercício era experimentar mesmo. Não! Mentira... Não foi bem assim! Quando um dos grupos descobriu que era possível gravar e armazenar a própria voz, em 10 min todos estavam testando e, obviamente, rindo, gritando e batendo palmas na sala! kkkkk Juro que se não tivesse aula na sala ao lado ficariam assim outros 10 minutos... Mas não dava...

Na segunda aula, os testes foram com motor, e a primeira informação era que o motor tinha que estar preso no HUB e este no computador para que o programa fizesse a leitura do motor e assim pudéssemos acessar os comandos apropriados.

Teste pra lá e pra cá, olhos brilhando ao ver o motor em funcionamento!!! :) Animação geral!!! Monitores escalados sempre de uma aula para a outra, desafios diferentes nas aulas seguintes... Umas duas aulas depois já apareceram programações como a que está ao lado! Duas programações que podem ser escritas e funcionarem alternadamente.

Lindo, né???

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Animais... Gatos, elefantes e borboletas!

De um tempo para cá, temos tentado focar em outros tipos de atividades que tratem da coordenação motora com os pequenos de 1º a 3º ano. Isso porque a construção da pipas mostrou que falta um tanto disso neles...

Foi assim que, pensando no tema animais no 1º ano, tivemos duas atividades envolvendo coordenação motora fina por meio do recortar, colorir e dobrar - apesar de ainda sentir falta algo para fazer  utilizando alinhavo.

Primeiro, as turmas fariam a dobradura da cabeça de um gato em uma aula e na aula seguinte a construção do gato em cuja cabeça colariam a dobradura. Acontece que aproveitando a aula de dobradura, nas turmas em que foi possível, as crianças também fizeram a dobradura da cabeça de um elefante... Super fofos, concentraram-se um monte para conseguir fazer as dobraduras! Fiquei impressionada com o esforço, a concentração e a habilidade de várias crianças!

Tirei uma foto do mural (mais abaixo) com as cabeças de gatos e elefantes dos que não quiseram levar para casa... O que foi menos da metade, o restante levou para casa...rs...

Depois dessas dobraduras ainda fizemos outra atividade envolvendo animais e coordenação motora: colorir uma borboleta, recortá-la e usá-la em outra construção.

Os pequenos demoraram literalmente uma aula para colorir as borboletas... Fico imaginando o esforço! E ficaram lindas!

Borboletas coloridas e recortadas, era hora de construir a borboleta com o Lego, colar a recortada sobre a construída e tentar bater suas asas... Foi engraçado! A borboleta de Lego não tem uma superfície estável o suficiente para segurar a borboleta de papel, então várias das de papel saíram voando...rs... Mas valeu!

Como tudo aqui a gente aproveita para enfeitar a sala, veja aí como ficaram as paredes! :)



Pena que não tirei uma foto da porta... Tem várias borboletas em volta!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Na natureza, no nosso corpo, nas nossas construções...

Simetria é um tema que atravessa praticamente todas as nossas construções. Acontece que nunca fizemos uma atividade específica sobre simetria, apesar de citá-la sempre que lembro e cabe buscá-la para que a construção fique esteticamente agradável - não estou dizendo bonita e sim visualmente agradável.


Foi então que revirando uns livros aqui em casa, encontrei um paradidático que tem um exercício sobre simetria utilizando recorte de folhas quadradas de modo a fazer pequenos modelos que lembram flocos de neve, às vezes lembrando também fractais. Buscando mais uma ideias, lembrei que o uso de espelhos e caleidoscópios também auxiliam na compreensão dos diferentes tipos de simetria.

Resultado do levantamento? Dois arquivos para compartilhar via 4shared.
Uma apresentação com várias imagens para tratar dos tipos de simetria http://www.4shared.com/file/7Bax2xENce/Simetria_-_Fund_II.html, e mais algumas ideias para exercícios de simetria usando recortes que fiz na época da graduação em 1994, mas ainda são totalmente válidos! http://www.4shared.com/office/PswPCLJoba/Simetria.html.

Para mais infos relacionada a simetria facial, vale dar uma linda no link: http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/07/simetria-facial-conheca-seu-melhor-angulo-e-saia-bem-nas-fotos.html

Não usei a apresentação em todas as turmas do fund II. Achei que ficaria um tanto enfadonho para os mais novos. Mostrei para os 8ºs e 9ºs e rimos bastante com as figuras humanas. Com os 6ºs fiz as dobraduras com recortes e estou pensando em fazermos caleidoscópios com os 7ºs anos que até agora não fizeram nenhum experimento diferente... Apesar de se divertirem um monte!
O importante era apresentar os diferentes tipos de simetria (por rotação, reflexão e translação) e atentar para a simetria nas construções seguintes que envolverão estruturas rígidas (pontes, pontes levadiças e torres), assim como nas que vierem na sequencia.

Dos recortes com os 6ºs anos surgiram figuras lindas que colei nas janelas da sala de aula! Fora que alguns levaram embora o que fizeram...


Na semana que vem faremos o exercício dos recortes com os 7ºs anos. Se entendem bem o conceito de simetria e percebem onde são as dobras que irão formar os eixos de simetria, os recortes ficam lindos. Ainda mais que temos várias folhas quadradas em amarelo, rosa e verde!